segunda-feira, 23 de junho de 2014

Mais uma Citação




“li de novo estes cadernos. Como são tristes e monótonos! 
Será que nunca vou conseguir escapar dessa interminável lamentação de mim mesma? Todo o mesmo ser parece tenso – na expectativa”… >> Susan Sontag – pág. 26


Nota: Citação retirada de: Menina no Sótão

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Quartas de links




Tenho percebido que em vários blogs legais costuma-se ter um dia de linkagem. Então, para enfeitar meu blog estou iniciando as "Quartas de links". Afinal toda hora eu acho muitos blogs legais e interessantes. E como eu costumo a fuxicar o blog todo quando eu visito um blog novo, preferi adicionar o endereço do Blog e não uma postagem específica.

Fica a dica de blogs maneiros!!


 That's all folks!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Uma Citação


"Qualquer pessoa pode seguir os caminhos da reflexão a sua maneira e dentro dos seus limites. Por que? Porque o homem é o ser que pensa, ou seja que medita. Não precisamos portanto, de modo algum, de nos elevarmos a regiões superiores quando refletimos. Basta demorarmos junto do que está perto e meditarmos sobre o que está mais próximo: aquilo que diz respeito a cada um de nós aqui e agora..." (Heidegger, 2000, p.14)

domingo, 1 de junho de 2014

Meu ato gratuito

(Um exercício de escrita inspirado no texto "Ato Gratuito" de Clarice Lispector)

"Estava eu sentada na biblioteca da minha casa, navegava pela internet, pesquisando sobre nada importante, ou coisa nenhuma que valesse a pena. Me sentia entediada e cansada da mesmice diária da minha casa.

As crianças corriam, brincavam e jogavam bola, video game, cartas. O barulho me irritava e me deixava impaciente.

Resolvi praticar o "Ato Gratuito" escrito por Clarice Lispector, o que para mim representaria um "Ato de Coragem". Resolvi viajar sozinha, carregando na mala algumas roupas, todos os livros que ainda quero ler neste ano, um caderno e minhas canetas. Resolvi viajar para me encontrar, para me sentir feliz e, ao voltar, transparecer uma mulher inteira que por hora não consigo encontrar.

Procurei um paraíso longínquo na Inglaterra, uma cidadezinha bem pequena, de poucas moradias e poucas pessoas, pouco comércio e muito verde, muitas árvores e flores. Busquei uma paisagem que pudesse definir como o Belo.

Aluguei uma casinha com um lindo jardim na frente e um típico banco de praça pública, no qual pudesse em calma e no silêncio ler meus livros. Era perfeita! Como uma foto de revista. Toda mobiliada, perfeita para o que eu queria. Parecia tersido tirada de um dos livros de Jane Austen.

Guardei as minhas coisas, preparei um chá e depois de um longo momento de leitura e contemplação do Belo, parti para uma caminhada pela redondeza. O perfume era diferente, as plantas exalavam uma mistura de um cheiro doce e mentolado. A cada inspiração, sentia meus pulmões se enchendo de novo ar, de nova vida. Podia jurar que o ar entrava por minhas células e as renovava, me enchia de vida.

As poucas pessoas que vi, me cumprimentavam com um acenos e eu correspondiam como se eu fizesse parte deles. Não estavam curiosas, não me julgavam. E apenas após alguns dias e instanttes me sentia feliz. Não havia perguntas sobre quem eu era, sobre o que eu fazia, de onde eu vinha, nada. 

Tudo parecia perfeito. As cores e o perfume das flores. Aquele lugar neutro. Aquela casa saída de um Romance. Me sentia única, inteira como a muito não me sentia.

Uma semana se passou, a saudade dos meninos barulhentos narrando seus jogos de video game apertou. Voltei para casa, sem grandes transformações como imagiva, nem mais gorda nem mais magra. 

Mas aquela lembrança, aqueles momentos, só meus, o perfume mentolado e doce das flores e a contemplação do Meu Belo nunca mais me deixaram. Um ato gratutio, um ato de coragem, realmente teria sido memorável.

Junho - Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus








O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, cuja solenidade litúrgica celebramos dia 19 deste mês. A devoção ao Sagrado Coração tem as suas origens na devoção popular e, sem dúvida, é uma das piedades mais difundidas e mais amada pelos fiéis.

A expressão “Coração de Cristo” nos remete à totalidade de seu ser, Verbo encarnado para a salvação de toda a humanidade. Esta piedade popular tem a sua fundamentação na Sagrada Escritura. Jesus, em seu Evangelho, convida os discípulos a viverem em íntima comunhão com ele, assumindo a sua palavra como modo de vida e revelando-se um mestre “manso e humilde de coração”.

Esta expressão também nos remete ao momento da morte de Cristo, em que, do alto da cruz, por uma lança o seu Divino Coração foi transpassado, de onde jorrou sangue e água, símbolo do nascimento da Igreja e de seus sacramentos, símbolo de nossa redenção. Na água está a nossa purificação e no sangue está a nossa salvação. Neste momento a esposa de Cristo, a Igreja, lava e alveja as suas roupas no sangue do Cordeiro.

O texto que narra Cristo mostrando o lado e as mãos aos discípulos e o convite a Tomé para estender a mão e tocar seu lado também faz parte da fundamentação desta devoção. Esses textos narram o convite que Cristo faz todos os dias a nós, o convite para participarmos de sua ressurreição, entrarmos em sua glória, tornando-nos parte integrante dela, testemunhando-a com nossas vidas e com nossas ações.

Coração nos lembra amor, e há no mundo algum outro coração que amou mais do que o Coração de Jesus? Amor verdadeiro, que só no seu coração encontramos. Todos os dias temos que pedir para que Cristo nos conceda a graça de termos os nossos corações semelhantes ao dele, pois o seu coração é a fonte, o rio, o oceano de misericórdia, no qual somos mergulhados.

Às vezes, para nós este Sagrado Coração se mostra um tanto radical, pedindo de nós um grande despojamento (cf. Mt 19,21) que nem sempre estamos prontos ou dispostos a aceitar. Como no caso do jovem que se encontra com Jesus e pede para que ele o diga o que deve fazer para ter a vida eterna. Não pronto para esta radicalidade, o jovem volta para casa entristecido. Atitude diferente têm inúmeras pessoas que, em determinado momento de sua vida, encontraram-se com este coração e não tiveram medo de dizer o seu sim e se lançar nele.

Celebrar o Sagrado Coração é lembrar que Cristo foi verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E, sendo homem, também teve os mesmos sentimentos que nós temos. Mas com uma diferença: seu coração sempre foi manso e humilde, por isso nunca maltratou ninguém. Sendo Deus, nunca julgou, mas sempre usou de misericórdia, compadeceu-se dos sofredores e humilhados e sempre prestou-lhes ajuda e consolo. E nós, como andam os nossos corações?

No dia seguinte, após a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebramos a memória do Imaculado Coração de Maria. Não temos como falar do Filho sem falar da Mãe, não podemos celebrar o coração do Filho e não celebrar o coração da Mãe.

Essas duas celebrações estão ligadas mostrando-nos um sinal litúrgico da proximidade desses dois corações: o mistério do coração do Salvador se projeta e se reflete no coração da Mãe, que é também companheira e discípula. Se a solenidade do Sagrado Coração de Jesus celebra os mistérios pelos quais fomos salvos, fazer memória do Coração Imaculado é celebrar a participação da mãe na obra salvífica do Filho.

A devoção ao Imaculado Coração de Maria difundiu-se bastante após as aparições em Fátima, onde ela nos pedia a oração e o jejum para que a guerra se findasse.

Durante todo este mês de junho, quando lembramos o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, possamos aprender deles o amor, a paciência e a graça de saber perdoar. Pois foi Ele mesmo que nos mandou amar uns aos outros como Ele amou.



Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/sagrado/09.htm

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