quinta-feira, 29 de abril de 2010

Padre ajuda Mark Wahlberg a escolher papeis em filmes

Ator é católico praticante
28 de abril de 2010



REVISTAS ABRIL

O ator Mark Wahlberg não decide nada sobre sua carreira sem antes consultar um padre. Além de o ajudar a escolher seus papéis para um filme, o reverendo James Flavin é seu confidente.
"Mark é um católico praticante. E ele nunca toma uma decisão final sobre uma filmagem até Flavin dar o ok", disse um amigo do ator ao tablóide americano National Enquirer.
De acordo com a fonte, Wahlberg "deve sua carreira ao padre", já que foi Flavin quem o aconselhou a fazer Os Infiltrados, filme que lhe valeu uma indicação ao Oscar. Da mesma maneira, ele recusou o convite para atuar em O Segredo de Brokeback Mountain, por tratar de relacionamentos homossexuais, que vai contra a doutrina católica.
"Padre Flavin foi uma influência enorme na minha vida", confirmou Mark. "Ele estava sempre tentando me levar para a direção certa. Sem ele, as coisas poderiam ter sido muito ruins para mim."

PS: Já era fã dele antes....agora então......rsrsrsrsrs!!!
Dica de filme com ele: Invencível

terça-feira, 27 de abril de 2010

Leitura recomendada....

Já te perguntaste alguma vez o por quê os ateus, os agnósticos, e outros não católicos se preocupam tanto com o Papa?
João Pereira Coutinho, em artigo publicado hoje na Folha de São Paulo conseguiu expressar com acertadas palavras a paradoxal conduta daqueles que não crêem na Igreja.
Ainda que não tenha tocado no porquê deste comportamento – ao meu ver, a necessidade de calar a voz de quem aponta os erros do mundo e apresenta a verdade -, a leitura é recomendadíssima, para que nos demos conta do non sense da reação dessa gente às atitudes da Igreja.

"Caridades cristãs

Por isso proponho: por cada camisinha distribuída durante as andanças de Bento XVI, alguém deveria dar um abraço compassivo aos fanáticos, aliviando o sofrimento deles e deixando uma palavra de conforto. “Fica tranquilo, rapaz; é só o papa.” A caridade cristã existe para estes momentos.
Existe neste mundo um tema que é polêmica garantida: o papa. Na semana passada, num jantar, descobri o fenômeno e testemunhei uma violência inesperada. Alguém falou da visita de Bento XVI a Portugal no próximo mês. Houve indignações e desmaios à mesa. Como explicar estas reações hormonais que me espantam e divertem?

Bento XVI não é um papa qualquer, admito. Se tivesse nascido num país do Terceiro Mundo; se viesse da ala esquerda da igreja; se promovesse os temas progressistas do momento (preservativo, ordenação de mulheres, fim do celibato), talvez as reações não fossem tão extremas.
Acontece que Joseph Ratzinger é alemão. É um respeitado intelectual europeu, mesmo por pensadores seculares (como Habermas). E, em matéria de ortodoxia, foi o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão máximo do Vaticano que defende e promove a doutrina da igreja, antes de chegar à cadeira pontifical. Será preciso dizer mais?
Alguns críticos lembram ainda os “abusos sexuais” que assolaram a instituição. Lamento desapontá-los.
A hostilidade a este papa já existia antes dos abusos. Sobreviverá a eles. Até porque os abusos existem em todas as denominações religiosas e ninguém fala do assunto. A hostilidade só tem um sentido. Um curioso sentido.
Digo “curioso” pelo motivo mais prosaico: a Igreja Católica fala para o seu rebanho. E, ao contrário de outros movimentos religiosos extremistas, não está interessada em submeter os infiéis pela força da espada. Roma evangeliza quem se deseja evangelizar.
E mesmo a sua doutrina sexual, que tanto encarniça os espíritos sofisticados, é um exemplo de modernidade e até de tolerância quando a comparamos com preceitos de outros credos. Condenar a camisinha é uma coisa. Outra, bem pior, é condenar a camisinha, apedrejar mulheres adúlteras ou enforcar homossexuais ladinos. Como sucede noutras latitudes.
Mas o circo não para. No Reino Unido, o Ministério de Relações Exteriores viu-se obrigado a pedir desculpas ao Vaticano. Conta o “Sunday Telegraph” que funcionários da instituição, instados a sugerir ideias para a visita do papa ao país (em setembro), propuseram em memorando interno uma linha de camisinhas com a marca Ratzinger; a abertura de uma clínica antiaborto; e, fatal como o destino, uma bênção papal de um casamento gay. O Vaticano pondera agora cancelar a visita.
E se assim foi na Grã-Bretanha, assim será em Portugal: informa a imprensa lusa que o papa não terá descanso quando aterrar em Lisboa. Por onde passar, existirão manifestações contra Bento XVI, e grupos de jovens a distribuir preservativos e folhetins científicos sobre o perigo da AIDS.
Que dizer destes atos? Descontando a natureza infantil dessa gente, que estranhamente ainda não abandonou a idiotia própria da adolescência, o que existe nesses atos é uma paradoxal e assaz bizarra submissão à autoridade da igreja. Explico. Para um não católico, a igreja será apenas uma instituição entre várias, que legitimamente fala para quem a quiser ouvir. Um não católico não lhe reconhece autoridade especial; e não perde um minuto do seu precioso e laico tempo a tentar corrigir uma instituição a que não pertence.

E, em matéria sexual, estamos conversados: o que a igreja diz sobre a conduta privada dos seres humanos terá para um não católico a mesma importância que as recomendações da religião islâmica, ou judaica, ou hindu. Importância nenhuma.
É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir. Elas querem “resgatar” a sociedade da influência nociva da igreja. Mas são elas próprias que ainda se sentem “sequestradas” por uma instituição à qual reconhecem total ascendência sobre as suas vidas. As patrulhas, sem o papa, simplesmente não conseguiriam viver.
Por isso proponho: por cada camisinha distribuída durante as andanças de Bento XVI, alguém deveria dar um abraço compassivo aos fanáticos, aliviando o sofrimento deles e deixando uma palavra de conforto. “Fica tranquilo, rapaz; é só o papa.” A caridade cristã existe para estes momentos."

FONTE: http://www.padredemetrio.com.br/2010/04/o-paradoxo-dos-que-nao-creem/

50 livros em 2010...Atualizando



Já consegui acabar mais um.....Eeeeeeeeeehhhhhhhhhh!!!

1)Noites Brancas - F. Dostoiéviski
2)Olhos de Menina - Susan Fletcher
3)Amigos de Deus - Josémaria Escrivá
4)Verdades Secretas - David Lodge (Esse fiquei feliz! Tão gostoso de se ler que o fiz em 3 horas!!)
5) O Jogador - F. Dostoiévski
6) Um livro por dia: minha temporada parisiense na Shakespeare and Company - Jeremy Mercer

Próximo....

Momento consumo 2....Formando uma vasta biblioteca..rsrsrs

Novas aquisições....

 

domingo, 25 de abril de 2010

Cum Petro, sub Petro!

Gostaria de partilhar o texto da minha meditação diária de hoje. Verdadeiramente eu não sei em que tempo foi escrito este texto, mas me parece tão atual e pertinente ao tempo que a Santa Mãe Igreja vive hoje.
*Os grifos são meus.





TEMPO PASCAL. QUARTO DOMINGO
68. O BOM PASTOR. AMOR AO PAPA


– Jesus é o bom Pastor e encarrega Pedro e os seus sucessores de continuarem
 a sua missão aqui na terra.

– O primado de Pedro. O amor dos primeiros cristãos por Pedro.

– Obediência fiel ao Vigário de Cristo; difundir os seus ensinamentos. O “doce Cristo na terra”.



I. “RESSUSCITOU O BOM PASTOR que deu a vida pelas suas ovelhas e se dignou morrer pelo seu rebanho. Aleluia”1.
A liturgia deste domingo é dominada pela figura do Bom Pastor que, pelo seu sacrifício, devolveu a vida às ovelhas e as reconduziu ao redil. Quando São Pedro, no meio das primeiras perseguições aos cristãos, lhes escrever para firmá-los na fé, recordar-lhes-á o que Cristo sofreu por eles: Por suas chagas fomos curados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora retornastes ao Pastor e guarda das vossas almas2. Por isso a Igreja inteira se enche de júbilo pela ressurreição de Jesus Cristo3 e pede a Deus Pai que “o débil rebanho do vosso Filho tenha parte na admirável vitória do seu Pastor”4.

Os primeiros cristãos manifestaram uma entranhada predileção pela imagem do Bom Pastor, testemunhada em inúmeras pinturas murais, relevos, desenhos em epitáfios, mosaicos e esculturas, nas catacumbas e nos mais veneráveis edifícios da Antigüidade. A liturgia deste domingo convida-nos a meditar na misericordiosa ternura do nosso Salvador, para que reconheçamos os direitos que Ele adquiriu sobre cada um de nós com a sua morte. É também uma boa ocasião para considerarmos na nossa oração pessoal o nosso amor pelos bons pastores que o Senhor deixou para nos guiarem e guardarem em seu nome.

O Antigo Testamento alude muitas vezes ao Messias como o bom pastor que alimentará, regerá e governará o povo de Deus, freqüentemente abandonado e disperso. Essas profecias cumprem-se em Jesus com características novas. Ele é o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas e que estabelece pastores para que continuem a sua missão. Em contraste com os ladrões, que andam atrás dos seus interesses e deitam a perder o rebanho, Jesus é a porta da salvação5, que permite encontrar pastagens abundantes a quem a transponha6. Existe uma terna relação pessoal entre Jesus, o Bom Pastor, e as suas ovelhas: Ele as chama a cada uma pelo seu nome, caminha à frente delas, e as ovelhas o seguem porque conhecem a sua voz... Ele é o pastor único que forma um só rebanho7, protegido pelo amor do Pai8. É o pastor supremo9.

Na sua última aparição, pouco antes da Ascensão, Cristo ressuscitado constitui Pedro como pastor do seu rebanho10, como guia da Igreja. Cumpre-se então a promessa que fizera pouco antes da Paixão: Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos11. A seguir, profetiza-lhe que, como bom pastor, também ele morrerá pelo seu rebanho.

Cristo confia em Pedro, apesar da tríplice negação do Apóstolo. Apenas lhe pergunta, também por três vezes, se o ama. O Senhor não tem inconveniente em confiar a sua Igreja a um homem com fraquezas, mas que se arrepende e ama com atos. Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez se o amava, e respondeu-lhe: Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minha ovelhas.

Estas palavras de Jesus a Pedro – apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas – indicam que a missão de Pedro será a de guardar todo o rebanho do Senhor sem exceção. E apascentar equivale a dirigir e governar. Pedro é constituído pastor e guia de toda a Igreja. Como diz o Concílio Vaticano II, Jesus Cristo “colocou à frente dos demais Apóstolos o bem-aventurado Pedro e nele instituiu o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade de fé e comunhão”12. Onde está Pedro, aí está a Igreja de Cristo. Junto dele, sabemos com certeza qual o caminho que conduz à salvação.


II. O EDIFÍCIO DA IGREJA estará assentado até o fim dos tempos sobre o primado de Pedro, a rocha. A figura de Pedro cresce assim de maneira incomensurável, porque, antes de partir, Cristo, que é realmente o alicerce da Igreja13, deixa Pedro no seu lugar. Daí que os seus sucessores venham a receber mais tarde o nome de Vigário de Cristo, quer dizer, aquele que faz as vezes de Cristo.

Pedro é e será sempre o firme esteio da Igreja em face de todas as tempestades que a envolveram e a envolverão através dos séculos. A base de sustentação que lhe proporciona e a vigilância que exerce sobre ela como bom Pastor são a garantia de que sairá sempre vitoriosa de todas as provas e tentações. Pedro morrerá uns anos mais tarde, mas, quanto ao seu ofício de pastor supremo, “é necessário que dure eternamente por obra do Senhor, para perpétua saúde e bem perene da Igreja, que, estabelecida sobre a rocha, deve permanecer firme até a consumação dos séculos”14.

O amor ao Papa remonta aos próprios começos da Igreja. Os Atos dos Apóstolos15 narram a comovedora atitude manifestada pelos primeiros cristãos quando São Pedro é aprisionado por Herodes Agripa, que tenciona matá-lo depois da festa da Páscoa: A Igreja rezava incessantemente por ele a Deus. “Observai os sentimentos dos fiéis para com o seu pastor, diz São João Crisóstomo. Não recorrem a distúrbios nem à rebeldia, mas à oração, que é um remédio invencível. Não dizem: como somos homens sem poder algum, é inútil que oremos por ele. Rezavam por amor e não pensavam nada de semelhante”16.

Devemos rezar muito pelo Papa e pelas suas intenções, pois ele carrega sobre os seus ombros com o grave peso da Igreja. Talvez possamos fazê-lo com as palavras desta oração litúrgica: Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius: Que o Senhor o guarde, e lhe dê vida, e o faça feliz na terra, e não o entregue às mãos dos seus inimigos17. Em todos os lugares do mundo, sobe diariamente a Deus um clamor de oração da Igreja inteira, que reza “com ele e por ele”. Não se celebra nenhuma Missa sem que se mencione o seu nome e peçamos pela sua pessoa e intenções. E será também muito do agrado do Senhor que nos lembremos ao longo do dia de oferecer pelo seu Vigário aqui na terra as nossas orações, as nossas horas de trabalho ou de estudo e algum pequeno sacrifício.

“Obrigado, meu Deus, pelo amor ao Papa que puseste em meu coração”18. Oxalá possamos fazer nossas estas palavras todos os dias, cada vez com mais motivo. O amor e veneração pelo Romano Pontífice é um dos grandes dons que o Senhor nos deixou.

III. A PAR DA NOSSA ORAÇÃO, devemos manifestar também amor e respeito por aquele que faz as vezes de Cristo na terra. “O amor ao Romano Pontífice deve ser em nós uma formosa paixão, porque nele nós vemos Cristo”19. Por isso, “não podemos ceder à tentação, demasiado fácil, de contrapor um Papa a outro, para depositar a nossa confiança naquele cujos atos estejam mais de acordo com as nossas tendências pessoais. Não podemos ser daqueles que lamentam o Papa de ontem ou esperam o de amanhã para se dispensarem de obedecer ao chefe de hoje. Quando se lêem os textos do cerimonial da coroação dos Pontífices, é possível observar que ninguém confere ao eleito pelo Conclave os poderes da sua dignidade: o sucessor de Pedro recebe esses poderes diretamente de Cristo. Quando falamos do Sumo Pontífice, devemos banir do nosso vocabulário termos procedentes das assembléias parlamentares ou das polêmicas jornalísticas, e não devemos deixar aos estranhos à nossa fé o cuidado de nos revelarem o prestígio que possui no mundo o Chefe da cristandade”20.

E não haverá respeito e amor verdadeiro ao Papa se não houver uma obediência fiel, interna e externa, aos seus ensinamentos e à sua doutrina. Os bons filhos escutam com veneração mesmo os simples conselhos do Pai comum e procuram pô-los sinceramente em prática.

No Papa devemos, pois, ver aquele que está no lugar de Cristo no mundo: o “doce Cristo na terra”, como costumava chamá-lo Santa Catarina de Sena; e amá-lo e escutá-lo, porque na sua voz está a verdade. Faremos com que as suas palavras cheguem a todos os cantos do mundo, sem deformações, para que – tal como em relação a Cristo, quando andava na terra – muitos desorientados pela ignorância e pelo erro descubram a verdade e muitos aflitos recobrem a esperança. Dar a conhecer os ensinamentos pontifícios é parte da tarefa apostólica do cristão.

Podem aplicar-se ao Papa aquelas palavras de Jesus: Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer21. Sem essa união, todos os frutos seriam aparentes e vazios e, em muitos casos, amargos e prejudiciais a todo o Corpo Místico de Cristo. Pelo contrário, se estivermos muito unidos ao Papa, não nos faltarão motivos, diante da tarefa apostólica que nos espera, para o otimismo que se refletem nestas palavras: “Com alegria te abençôo, meu filho, por essa fé na tua missão de apóstolo que te levou a escrever: «Não há dúvida; o futuro é garantido, apesar de nós talvez. Mas é preciso que formemos uma só coisa com a Cabeça – `ut omnes unum sint!’ –, pela oração e pelo sacrifício»”22.

(1) Antífona da comunhão da Missa do quarto domingo do Tempo Pascal; (2) 1 Pe 2, 25; (3) Oração coleta da Missa do quarto domingo do Tempo Pascal; (4) ib.; (5) cfr. Jo 10, 10; (6) cfr. Jo 10, 9-10; (7) cfr. Jo 10, 16; (8) cfr. Jo 10, 29; (9) 1 Pe 5, 4; (10) cfr. Jo 21, 15-17; (11) Lc 22, 32; (12) Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, 18; (13) 1 Cor 3, 11; (14) Conc. Vat. I, Const. Pastor aeternus, cap. 2; (15) cfr. At 12, 1-2; (16) São João Crisóstomo, Hom. sobre os Atos dos Apóstolos, 26; (17) Enchiridium indulgentiarum, 1986, n. 39. Oração pro Pontifice; (18) Josemaría Escrivá, Caminho, n. 573; (19) Josemaría Escrivá, Homilia Lealdade à Igreja, 4-VI-1972; (20) J. Chevrot, Simão Pedro, págs. 78-79; (21) Jo 15, 5; (22) Josemaría Escrivá, Caminho, n. 968.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Momento consumo...


Minhas novas aquisições...
Cool!!




Minha coleção começa a tomar forma.....
Very Cool!!


Crime e Castigo Vol.I e II, Memóias Póstumas de Brás Cubas,
O Retrato de Dorian Gray e Madame Bovary...

Hoje é o dia Internacional do livro!

"O Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região semi-autônoma da Espanha.


A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em Barcelona, Vicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.

Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol. No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.
Mais tarde, em 1996, a UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e dos Direito de Autor, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo inglês.
No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois que em Inglaterra, naquele tempo, ainda utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias apara o calendário gregoriano usado em Espanha. Assim Shakespeare faleceu efetivamente 10 dias depois de Cervantes." (Fonte: Wikipedia)

Vamos comemorar o Dia Internacional do Livro fazendo a melhor coisa do mundo: Ler!!



"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem."
Mário Quintana

"Dupla delícia/ O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."
Mário Quintana

"Um país se faz com homens e livros"
Monteiro Lobato

Fonte: http://queromoraremumalivraria.blogspot.com/2010/04/dia-internacional-do-livro.html

Escândalos de Pedofilia: A guerra subliminar entre o laicismo e o Cristianismo

O autor do blog de onde retirei este artigo, Padre Demétrio Gomes (http://www.padredemetrio.com.br/), apresenta um interessantíssimo texto do filósofo, agnóstico e senador, Marcelo Pera, publicado no http://www.corriere.it/, no mês passado. Para o autor do blog e para mim também, esse filósofo agnóstico, econtrou o cerne da questão, que muitos de nós católicos ainda não enxergamos…Ou não queremos enxergar....


(Marcelo Pera)

Escândalos de Pedofilia: A guerra subliminar entre o laicismo e o Cristianismo


A questão dos sacerdotes pedófilos ou homossexuais, que rebentou recentemente na Alemanha, tem como alvo o Papa. E, dadas as enormidades temerárias da imprensa, cometeria um grave erro quem pensasse que o golpe não acertou no alvo – e um erro ainda mais grave quem pensasse que a questão morreria depressa, como morreram tantas questões parecidas. Não é isso que se passa. Está em curso uma guerra.

Não propriamente contra a pessoa do Papa porque, neste terreno, tal guerra é impossível: Bento XVI tornou-se inexpugnável pela sua imagem, pela sua serenidade, pela sua limpidez, firmeza e doutrina; só aquele sorriso manso basta para desbaratar um exército de adversários. Não, a guerra é entre o laicismo e o cristianismo.

Os laicistas sabem perfeitamente que, se aquela batina branca fosse tocada, sequer, por uma pontinha de lama, toda a Igreja ficaria suja, e se a Igreja ficasse suja, suja ficaria igualmente a religião cristã. Foi por isso que os laicistas acompanharam esta campanha com palavras de ordem do tipo: «Quem voltará a mandar os filhos à igreja?», ou «Quem voltará a meter os filhos numa escola católica?», ou ainda: «Quem internará os filhos num hospital ou numa clínica católica?»

Há uns dias, uma laicista deixou escapar uma observação reveladora: «A relevância das revelações dos abusos sexuais de crianças por parte de sacerdotes mina a própria legitimação da Igreja Católica como garantia da educação dos mais novos.»

Pouco importa que semelhante sentença seja desprovida de qualquer base de prova, porque a mesma aparece cuidadosamente latente: «A relevância das revelações»; quantos são os sacerdotes pedófilos? 1%? 10%? Todos? Pouco importa também que a sentença seja completamente ilógica; bastaria substituir «sacerdotes» por «professores», ou por «políticos», ou por «jornalistas» para se «minar a legitimação» da escola pública, do parlamento, ou da imprensa.

Aquilo que importa é a insinuação, mesmo que feita à custa de um argumento grosseiro: os sacerdotes são pedófilos, portanto a Igreja não tem autoridade moral, portanto a educação católica é perigosa, portanto o cristianismo é um engano e um perigo. Esta guerra do laicismo contra o cristianismo é uma guerra campal; é preciso recuar ao nazismo e ao comunismo para se encontrar outra igual. Mudam os meios, mas o fim é o mesmo: hoje, como ontem, aquilo que se pretende é a destruição da religião. Ora, a Europa pagou esta fúria destrutiva ao preço da própria liberdade.

É incrível que sobretudo a Alemanha, que bate continuamente no peito pela memória desse preço que infligiu a toda a Europa, se esqueça dele, hoje que é democrática, recusando-se a compreender que, destruído o cristianismo, é a própria democracia que se perde. No passado, a destruição da religião comportou a destruição da razão; hoje, não conduz ao triunfo da razão laica, mas a uma segunda barbárie.

No plano ético, é a barbárie de quem mata um feto por ser prejudicial à «saúde psíquica» da mãe. De quem diz que um embrião é uma «bola de células», boa para fazer experiências. De quem mata um velho porque este já não tem família que cuide dele. De quem apressa o fim de um filho, porque este deixou de estar consciente e tem uma doença incurável. De quem pensa que progenitor «A» e progenitor «B» é o mesmo que «pai» e «mãe». De quem julga que a fé é como o cóccix, um órgão que deixou de participar na evolução, porque o homem deixou de precisar de cauda. E por aí fora…

Ou então, e considerando agora o lado político da guerra do laicismo contra o cristianismo, a barbárie será a destruição da Europa. Porque, eliminado o cristianismo, restará o multiculturalismo, de acordo com o qual todos os grupos têm direito à sua cultura. O relativismo, que pensa que todas as culturas são igualmente boas. O pacifismo, que nega a existência do mal.

Mas esta guerra contra o cristianismo seria menos perigosa se os cristãos a compreendessem; pelo contrário, muitos deles não percebem o que se está a passar. São os teólogos que se sentem frustrados com a supremacia intelectual de Bento XVI. Os bispos indecisos, que consideram que o compromisso com a modernidade é a melhor maneira de atualizar a mensagem cristã.

Os cardeais em crise de fé, que começam a insinuar que o celibato dos sacerdotes não é um dogma, e que talvez fosse melhor repensar essa questão. Os intelectuais católicos que acham que a Igreja tem um problema com o feminismo e que o cristianismo tem um diferendo por resolver com a sexualidade. As conferências episcopais que se enganam na ordem do dia e, enquanto auguram uma política de fronteiras abertas a todos, não têm a coragem de denunciar as agressões de que os cristãos são alvo, bem como a humilhação que são obrigados a suportar por serem colocados, todos sem descriminação, no banco dos réus. Ou ainda os chanceleres vindos do Leste, que exibem um ministro dos negócios estrangeiros homossexual, ao mesmo tempo que atacam o Papa com argumentos éticos; e os nascidos no Ocidente, que acham que este deve ser laico, que o mesmo é dizer anti-cristão.

A guerra dos laicistas vai continuar, quanto mais não seja porque um Papa como Bento XVI sorri, mas não recua um milímetro. Mas aqueles que compreendem esta intransigência papal têm de agarrar na situação com as duas mãos, não ficando de braços cruzados à espera do próximo golpe. Quem se limita a solidarizar-se com ele, ou entrou no horto das oliveiras de noite e às escondidas, ou então não percebeu o que está ali a fazer.»

PS: Grifos do autor do blog

FONTE: http://www.padredemetrio.com.br/2010/04/escandalos-de-pedofilia-a-guerra-subliminar-entre-o-laicismo-e-o-cristianismo/

terça-feira, 20 de abril de 2010

Curso sobre o Post Scriptum de Sören Kierkegaard


Søren Kierkegaard

POST-SCRIPTUM
CONCLUSIVO E NÃO CIENTÍFICO ÀS MIGALHAS FILOSÓFICAS

Raramente, ao que parece, um empreendimento literário é tão favorecido pelo destino, e consoante os anseios do autor, como minhas Migalhas Filosóficas. Incerto e reticente como sou sobre cada opinião privada e auto-avaliação, sem lugar à dúvida ouso dizer algo acerca do destino do pequeno panfleto: ele não causou sensação, nenhuma em absoluto. Não perturbado e de acordo com o mote: “Melhor bem enforcado que mal casado”, o bem enforcado autor permaneceu enforcado. Ninguém, nem mesmo por diversão ou gracejo, perguntou-lhe por quem tem sido enforcado. Mas também isso transcorreu como desejado: melhor bem enforcado que, por um casamento infeliz, viver em compromisso e relacionamento sistemático com o mundo inteiro. Isso pois eu esperava que acontecesse, contando com a natureza do panfleto; mas em vista do fermento ativista da época, em vista dos prognósticos incessantes, dessas profecias e visões do pensamento especulativo, receei ver meu anseio frustrado por algum equívoco. Sören Kierkegaard.

T RADUÇÃO E COMENTÁRIO POR: Henri Nicolay Levinspuhl

DATA: encontros mensais a partir do dia 26 de março, sexta-feira.

Proximo encontro: 30/04/2010.

HORÁRIO: das 14 às 16 horas.

LOCAL: IFEN - Rua Barão de Pirassununga, 62 - Tijuca, Rio de Janeiro - RJ
Junto à estação do metrô Saenz Peña.

Inscrições e informações pelos telefones do instituto: (21) 2268-9907, 2208-6473.

sábado, 17 de abril de 2010

Pedofilia e Igreja Católica muita polêmica e pouca informação

Bom, a tempos que se discute na mídia e nas ruas o tema da pedofilia na Igreja. Como católica eu sempre procuro não discutir nada com ninguem porque não acredito que esta é a melhor maneira de defender a Santa Mãe Igreja. Mas, muitas vezes eu saio dos lugares fula da vida e envergonhada por não defender a minha Igreja e a minha fé.
É claro que em virtude desta massificação da mídia em cima da Igreja, só tem deixado que as opiniões de botequim se tornem, mais vazias e sem conteúdo do que já eram antes. Como os cristão de verdade podem ficar caladas frente a uma pessoa que se diz católica afirmar que a Igreja deve abolir o celibato para acabar com a pedofilia? É notório que falam isso sem pensar no que se estão falando! No entanto, também é perfeitamente compreensível, pois vivendo em uma cultura onde não se estimula o estudo aprofundado de nada, nem a leitura, é praticamente impossível conseguir que cabeças que foram criadas para pensar, realmente o façam.
Primeiro, e isso quem me conhece, já deve ter me ouvido dizer que eu não aceito de forma alguma a pederastia na Igreja, pois a desculpa de que a carne é fraca ou que o diabo atentou comigo não cola! É objetivamente claro que todos os candidados aos seminários ao entrarem na Igreja sabem do pré-requisito do celibato. Até quem não tem nada a ver com a Igreja sabe disto! Então porque cargas d´agua ainda se usa este argumento chulo de que a culpa da pedofilia é do celibato!!!????
Se o sujeito não em capacidade de dominar os anseis da carne, PELO AMOR DE DEUS!!! Está fazendo o que no seminário??? Fique fora e se case!
Ser padre é ser celibatário queira o mundo ou não!! Ser celibatário é doar-se TODO inteiro por amor a Santa Mãe Igreja e a Jesus Cristo, como um esposo e uma esposa se doam TODO inteiro ao Sacramento do Matrimônio um para o outro e somente e unicamente um para o outro.
O esposo esta para a esposa fiel e inteiro e vice-versa, assim como o padre está para Igreja, fiel e inteiro e vive e versa. Então, padre não tem que casar não!!!
Seu desejo carnal não pode ser maior do que o seu amor por Cristo e pela Igreja de Cristo. Quer casar, case! Mas não seja padre, Por favor nem entre no seminário, porque a Igreja já tem gente demais a envergonhando!!!!

Segundo, Pedofilia é uma doença, um transtorno sexual (de acordo com o DSM IV e F65.4 pelo CID-10) e está caracterizado em resumo por:

"Especificar-se: Atração sexual pelo sexo masculino/ atração sexual pelo sexo feminino/ atração sexual por ambos os sexos.
Especificar-se: Restrita ao Incesto.
Especificar-se: Tipo exclusivo/ Tipo não exclusivo"(DSM-IV- Manual de Diagnóstico e estatístico de Transtornos Mentais. 4º ed- rev - Porto Alegre: Artmed, 2002. pág. 833)

E mais específicamente:

"O foco parafílico da Pedofilia envolve atividade sexual com uma criança pré-púbere (geralmente com 13 anos ou menos). O indivíduo com Pedofilia deve ter 16 anos ou mais e ser pelo menos 5 anos mais velho que a criança.
Para indivíduos com Pedofilia no final da adolescência, não se especifica uma diferença etária precisa, cabendo exercer o julgamento clínico, pois é preciso levar em conta tanto a maturidade sexual da criança quanto a diferença de idade. Os indivíduos com Pedofilia geralmente relatam uma atração por crianças de uma determinada faixa etária. Alguns preferem meninos, outros sentem maior atração por meninas, e outros são excitados tanto por meninos quanto por meninas.
Os indivíduos que sentem atração pelo sexo feminino geralmente preferem crianças de 10 anos, enquanto aqueles atraídos por meninos preferem, habitualmente, crianças um pouco mais velhas. A Pedofilia envolvendo vítimas femininas é relatada com maior freqüência do que a Pedofilia envolvendo meninos. Alguns indivíduos com Pedofilia sentem atração sexual exclusivamente por crianças (Tipo Exclusivo), enquanto outros às vezes sentem atração por adultos (Tipo Não-Exclusivo).
Os indivíduos com Pedofilia que atuam segundo seus anseios podem limitar sua atividade a despir e observar a criança, exibir-se, masturbar-se na presença dela, ou tocá-la e afagá-la. Outros, entretanto, realizam felação ou cunilíngua ou penetram a vagina, boca ou ânus da criança com seus dedos, objetos estranhos ou pênis, utilizando variados graus de força para tal.
Essas atividades são geralmente explicadas com desculpas ou racionalizações de que possuem "valor educativo" para a criança, de que esta obtém "prazer sexual" com os atos praticados, ou de que a criança foi "sexualmente provocante" — temas comuns também na pornografia pedófila.
Os indivíduos podem limitar suas atividades a seus próprios filhos, filhos adotivos ou parentes, ou vitimar crianças de fora de suas famílias. Alguns indivíduos com Pedofilia ameaçam a criança para evitar a revelação de seus atos.
Outros, particularmente aqueles que vitimam crianças com freqüência, desenvolvem técnicas complicadas para obterem acesso às crianças, que podem incluir a obtenção da confiança da mãe, casar-se com uma mulher que tenha uma criança atraente, traficar crianças com outros indivíduos com Pedofilia ou, em casos raros, adotar crianças de países não-industrializados ou raptar crianças. Exceto em casos nos quais o transtorno está associado com Sadismo Sexual, o indivíduo pode atender às necessidades da criança para obter seu afeto, interesse e lealdade e evitar que esta denuncie a atividade sexual.
O transtorno geralmente começa na adolescência, embora alguns indivíduos com Pedofilia relatem não terem sentido atração por crianças até a meia-idade. A freqüência do comportamento pedófilo costuma flutuar de acordo com o estresse psicossocial. O curso em geral é crônico, especialmente nos indivíduos atraídos por meninos.
A taxa de recidiva para indivíduos com Pedofilia envolvendo uma preferência pelo sexo masculino é aproximadamente o dobro daquela para a preferência pelo sexo feminino.
"Critérios Diagnósticos para F65.4 - 302.2 Pedofilia
A. Ao longo de um período mínimo de 6 meses, fantasias sexualmente excitantes recorrentes e intensas, impulsos sexuais ou comportamentos envolvendo atividade sexual com uma (ou mais de uma) criança pré-púbere (geralmente com 13 anos ou menos).
B. As fantasias, impulsos sexuais ou comportamentos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
C. O indivíduo tem no mínimo 16 anos e é pelo menos 5 anos mais velho que a criança ou crianças no Critério A.
Nota para a codificação: Não incluir um indivíduo no final da adolescência envolvido em um relacionamento sexual contínuo com uma criança com 12 ou 13 anos de idade."" (fonte:
http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/dsm_cid/dsm.php

Então vê-se que Pedofilia é uma doença  não especificamente de padre, como tem se deixado entender. Na verdade é uma doença que pode acontecer com qualquer um, inclusive debaixo do nosso teto. Penso que antes de falar sobre qualquer assunto devemos nós mesmos nos informar a respeito do tema sem engolir qualquer coisa que se joga, como se fossemos porcos famintos.

A Igreja não nega o problema de alguns sacerdotes/homens que estão traindo a Santa Mãe Igreja, mas não se pode generalizar, pois o erro de uns não significa que todos os padres são homossexuais ou pedófilos, como se tem feito por aí. E menos ainda pode se culpar a Igreja porque ela é Santa e resiste firmemente aos ataques a mais de 2000 anos Não julgue o outro pelo que os outros dizem, estude, leia e veja as duas faces da moeda antes de falar!
 Existem grandes e santos padres na Igreja que honram a Cristo como Ele deve ser honrado, que amam a Igreja e a tradição e a defendem com todo o seu ser. E é unidos a estes que temos que caminhar, juntamente com a a Santa Tradição da Igreja, que vem  resistindo bravamente aos ataques e que não passa por mais que surjam e desapareçam alguns movimentos que tentam mudar  o que perdura a milênios.
Que há uma máquina tentando destruir a imagem da Igreja Católica Apostólica Romana, não há dúvida e só não vê quem não quer. Só sei que de tudo isto e fico “cum Petro e sub Petro” e com a Tradição da Igreja Católica Apostólica Romana.

Aos cristãos, rogo que rezem pelos padres, seminaristas, e pelo Santo Padre Bento XVI, para que Deus lhes dê força e sabedoria para resistir aos dardos inflamados do inimigo.

Como posso ainda não ter argumentos suficientes para quem se interessar, posto um link com textos bem interessantes e esclarecedores sobre o tema , além de outros links:





Na dúvida, fique com a Tradição!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Em 2010...50 livros...Atualizando!



Uma das metas que me propus este ano foi participar da campanha em 2010 ler 50 livros. Na verdade não sei se conseguirei, mas vou tentar. Fico muito impressionada com quem consegue, na verdade admiro muito quem consegue!!!
Então, neste post resolvi colocar na medida em que for lendo quantos livros eu li até atingir a meta... Ainda são poucos, mas a meta é ir mais longe!!!
Um abraço!

1)Noites Brancas - F. Dostoiéviski
2)Olhos de Menina - Susan Fletcher
3)Amigos de Deus - Josémaria Escrivá
4)Verdades Secretas - David Lodge (Esse fiquei feliz! Tão gostoso de se ler que o fiz em 3 horas!!)
5) O Jogador - F. Dostoiévski

Pra quem quiser acompanhar o que eu já li e como uma dica legal de partilharmos o que lemos, visitem meu skoob ( uma rede de leitores onde você pode compartilhar o que já leu e o que está lendo)

Skoob perfil: http://www.skoob.com.br/perfil/amicaphilosophiae



segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ressuscitou!!! Aleluia!!!

O Senhor ressuscitou verdadeiramente!


Surrexit Dominus vere! Esse é o canto que brota da alma de todos os filhos da Santa Igreja há mais de dois mil anos, e que vem à tona principalmente neste tempo litúrgico da Páscoa: O Senhor ressuscitou verdadeiramente! Sim, a morte não teve a última palavra: “Onde está, ó morte, a tua vitória?” (cf. 1 Cor 15, 55). Tudo aquilo que o Filho do homem revelou-nos, estando em meio a nós, é verdade!
Já consideraste alguma vez a sério o que proferes com os lábios cada vez que afirma esta verdade de fé na recitação do Credo Apostólico: “ressuscitou ao terceiro dia”?
Ao realizar esta afirmação, comprometemo-nos com a fé a aceitar uma verdade que desafia uma certeza absoluta, compartilhada por todos os homens, a certeza de que todos nós morreremos um dia. Crentes, ateus, agnósticos, todos – sem exceção – afirmam sem hesitar a respeito do limite de nossa vida aqui na terra. Parece-nos evidente que esta vida não dura para sempre.
No entanto, nós cristãos, ousamos afirmar que a morte não tem a última palavra. De onde parte esta ousadia? Afirmamos tal realidade apoiando-nos firmemente no conhecimento de que um homem – Deus e homem verdadeiro – superou a morte, justamente para mostrar-nos que ela não tem a última palavra.
A veracidade da ressurreição histórica de Jesus é o tema central da pregação dos apóstolos. É um tema tão importante para nossa fé, que São Paulo chegou a utilizar essas fortes palavras: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (I Cor 15,14). Chamamos histórico a este acontecimento porque existem suficientes sinais para afirmar que verdadeiramente aconteceu. A ressurreição do Senhor não consiste, como querem alguns, numa nova consciência que os discípulos tiveram de Jesus. Tampouco é um símbolo, mas uma realidade fática, que ocorre um marco preciso e determinado do espaço, embora transcenda infinitamente a mesma história.
A realidade da ressurreição do Senhor não só confirma a veracidade de tudo o que ensinou, mas também é causa de nossa salvação. Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo, o novo Adão, todos reviverão (cf. I Cor 15,22). Aqui se aplica com rigor o que se afirma da solidariedade de Cristo com cada homem. A sua ressurreição é prenúncio da nossa.
E, como é consolador saber que a morte não é o fim de tudo. Como é animador para nós saber que temos acesso à essa vida maravilhosa a qual todos nós aspiramos, onde teremos todos nossos desejos mais sublimes plenamente saciados!
Porém não podemos esquecer-nos desta verdade não menos fundamental de nossa fé – e, aqui também a liturgia é uma grande pedagoga: não podemos gozar da alegria sem fim da ressurreição sem antes passarmos pela grande quaresma desta vida acompanhando todos os passos do Senhor. Não se pode viver a glória do Tabor, sem antes passarmos pela ignomínia do Calvário. Em outras palavras: devemos estar dispostos a seguir em nossa vida de cristãos os mesmos passos de Nosso Senhor, para, com Ele, gozar de Sua glória.
Tenhamos sempre diante dos olhos o prêmio que nos espera, se Lhe formos fiéis. Essa esperança no Céu, que nos alcançou o Senhor com sua morte e ressurreição, será para nós estímulo diante dos sofrimentos que nos esperam neste mundo. Essa é a nossa certeza: “se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele” (Rm 6,8).

Pe. Demétrio Gomes da Silva

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sexta-feira da Paixão do Senhor - Jesus morre na cruz!

Hoje, dia em que a Igreja vigia e relembra as torturas e a paixão de Jesus, gostaria de partilhar o texto da minha meditação de hoje que está no volume II do livro: Falar com Deus - Meditações para cada dia do ano" de Francisco Fernandez Carvajal (ed. Quadrante). Os textos também podem ser encontrados no site: http://www.hablarcondios.org/pt/meditacaodiaria.asp





TRÍDUO PASCAL. SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR

45. JESUS MORRE NA CRUZ

– No Calvário. Jesus pede perdão pelos que o maltratam e crucificam.
– Cristo crucificado: consuma-se a obra da nossa Redenção.
– Jesus dá-nos a sua Mãe como Mãe nossa. Os frutos da Cruz. O bom ladrão.

I. JESUS É PREGADO na cruz. E a liturgia canta: Doces cravos, doce árvore onde a Vida começa...!1

Toda a vida de Jesus está orientada para este momento supremo. Muito a custo, consegue chegar ofegante e exausto ao cimo daquela pequena colina chamada “lugar da caveira”. A seguir, estendem-no no chão e começam a pregá-lo no madeiro. Introduzem primeiro os ferros nas mãos, desfibrando-lhe nervos e carne. Depois, é içado até ficar erguido sobre a trave vertical fixada no chão. Por fim, pregam-lhe os pés. Maria, sua Mãe, contempla a cena.

O Senhor está firmemente pregado na Cruz. “Tinha esperado por ela durante muitos anos, e naquele dia cumpria-se o seu desejo de redimir os homens [...]. Aquilo que até Ele tinha sido um instrumento infame e desonroso, convertia-se em árvore de vida e escada de glória. Invadia-o uma profunda alegria ao estender os braços sobre a cruz, para que todos soubessem que era assim que teria sempre os braços para os pecadores que dEle se aproximassem: abertos.

“Viu – e isso o cumulou de alegria – como a cruz seria amada e adorada, porque Ele iria morrer nela. Viu os mártires que, por seu amor e para defender a verdade, iriam padecer um martírio semelhante ao seu. Viu o amor dos seus amigos, viu as suas lágrimas diante da cruz. Viu o triunfo e a vitória que os cristãos alcançariam com a arma da cruz. Viu os grandes milagres que, pelo sinal da cruz, se iriam realizar em todo o mundo. Viu tantos homens que, com a sua vida, iriam ser santos por terem sabido morrer como Ele e por terem vencido o pecado”2. Viu como nós iríamos beijar tantas vezes um crucifixo; viu o nosso recomeçar em tantas ocasiões...

Jesus está suspenso da cruz. Ao seu redor, o espetáculo é desolador: alguns passam e injuriam-no; os príncipes dos sacerdotes, mais ferinos e mordazes, zombam dEle; e outros, indiferentes, simplesmente observam o que está acontecendo. Muitos dos presentes o tinham visto abençoar, pregar uma doutrina salvadora e mesmo fazer milagres. Não há censura alguma nos olhos de Jesus; apenas piedade e compaixão.

Oferecem-lhe vinho com mirra. Dai licor àquele que desfalece e vinho àquele que traz amargura no seu coração: que bebam e esquecerão a sua miséria e não voltarão a lembrar-se das suas mágoas3. Era costume ter esses gestos de humanidade com os condenados. A bebida – um vinho forte com um pouco de mirra – adormecia e aliviava o sofrimento. O Senhor provou-a por gratidão para com aquele que lha oferecia, mas não quis tomá-la, para esgotar o cálice da dor.

Por que tanto padecimento?, pergunta-se Santo Agostinho. E responde: “Tudo o que Ele padeceu é o preço do nosso resgate”4. Não se contentou com sofrer alguma coisa: quis esgotar o cálice para que compreendêssemos a grandeza do seu amor e a baixeza do pecado; para que fôssemos generosos na entrega, na mortificação, no espírito de serviço.

II. A CRUCIFIXÃO era a execução mais cruel e afrontosa que a Antigüidade conhecia. Um cidadão romano não podia ser crucificado. A morte sobrevinha depois de uma longa agonia. Às vezes, os verdugos aceleravam o fim do crucificado quebrando-lhe as pernas. Desde os tempos apostólicos até os nossos dias, são muitos os que se negam a aceitar um Deus feito homem que morre num madeiro para salvar-nos: o drama da cruz continua a ser escândalo para os judeus e loucura para os gentios5. Desde sempre existiu a tentação de desvirtuar o sentido da Cruz.

A união íntima de cada cristão com o seu Senhor necessita do conhecimento completo da sua vida, incluído o capítulo da Cruz. Aqui se consuma a nossa Redenção, aqui a dor do mundo encontra o seu sentido, aqui conhecemos um pouco a malícia do pecado e o amor de Deus por cada um dos homens. Não permaneçamos indiferentes diante de um crucifixo.

“Já pregaram Jesus ao madeiro. Os verdugos executaram impiedosamente a sentença. O Senhor deixou que o fizessem, com mansidão infinita.

“Não era necessário tanto tormento. Ele podia ter evitado aquelas amarguras, aquelas humilhações, aqueles maus tratos, aquele juízo iníquo, e a vergonha do patíbulo, e os pregos, e a lança... Mas quis sofrer tudo isso por ti e por mim. E nós não havemos de saber corresponder?

“É muito possível que nalguma ocasião, a sós com um crucifixo, te venham as lágrimas aos olhos. Não te contenhas... Mas procura que esse pranto acabe num propósito”6.

III. OS FRUTOS DA CRUZ não se fizeram esperar. Um dos ladrões, depois de reconhecer os seus pecados, dirige-se a Jesus: Senhor, lembra-te de mim quando tiveres entrado no teu reino. Fala-lhe com a confiança que lhe outorga o fato de ser seu companheiro de suplício. Viu o seu comportamento desde que empreenderam a caminhada para o Calvário: o seu silêncio impressionante; o seu olhar cheio de compaixão sobre a multidão que o cercava; a sua grande majestade no meio de tanto cansaço e dor. As palavras que agora pronuncia não são improvisadas: exprimem o resultado final de um processo que se iniciou no seu íntimo desde o momento em que se encontrou ao lado de Jesus. Não necessitou de nenhum milagre para converter-se em discípulo de Cristo; bastou-lhe contemplar de perto o sofrimento do Senhor, como tantos outros que, ao longo dos tempos, também se converteriam ao meditarem nos episódios da Paixão relatados pelos evangelistas.

No meio de tantos insultos, o Senhor escutou emocionado essa voz que o reconhecia como Deus. Deve-lhe ter causado uma grande alegria, depois de tanto sofrimento. Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no Paraíso7, disse-lhe.

A eficácia da Paixão não tem fim. Vem inundando constantemente o mundo de paz, de graça, de perdão, de felicidade nas almas, de salvação. A Redenção realizada uma vez por Cristo aplica-se a cada homem, com a cooperação da sua liberdade. Cada um de nós pode dizer de verdade: O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim8. Não por “nós” de modo genérico, mas por mim, como se eu fosse o único.

“Jesus Cristo quis submeter-se por amor, com plena consciência, inteira liberdade e coração sensível [...]. Ninguém morreu como Jesus Cristo, porque Ele era a própria Vida. Ninguém expiou o pecado como Ele, porque Ele era a própria Pureza”9. Nós recebemos agora copiosamente os frutos daquele amor de Jesus na Cruz. Só o nosso “não querer” pode tornar vã a Paixão de Cristo.

Muito perto de Jesus está sua Mãe, com outras santas mulheres. Também ali está João, o mais jovem dos Apóstolos. Quando Jesus viu sua Mãe e, perto dela, o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa10. Jesus, depois de dar-se a si próprio na Última Ceia, dá-nos agora o que mais ama na terra, o que lhe resta de mais precioso. Despojaram-no de tudo. E Ele nos dá Maria como nossa Mãe.

Este gesto tem um duplo sentido. Por um lado, o Senhor preocupa-se com a Virgem, cumprindo com toda a fidelidade o quarto mandamento do Decálogo. Por outro, declara que Ela é nossa Mãe. “A Santíssima Virgem avançou também na peregrinação da fé e manteve fielmente a sua união com o Filho até a Cruz, junto da qual, não sem um desígnio divino, permaneceu de pé (Jo 19, 25), sofrendo profundamente com o seu Unigênito e associando-se com entranhas de mãe ao seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da Vítima que Ela mesma tinha gerado; e, finalmente, foi dada como mãe ao discípulo pelo próprio Cristo Jesus, agonizante na Cruz”11.

“Apagam-se as luminárias do céu, e a terra fica sumida em trevas. São perto das três, quando Jesus exclama:
“Eli, Eli, lamma sabachtani?! Isto é: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (Mt 27, 46).
“Depois, sabendo que todas as coisas estão prestes a ser consumadas, para que se cumpra a Escritura diz:
“– Tenho sede (Jo 19, 28).
“Os soldados embebem em vinagre uma esponja e, pondo-a numa haste de hissopo, aproximam-na da sua boca. Jesus sorve o vinagre e exclama:
“– Tudo está consumado (Jo 19, 30).
“Rasga-se o véu do templo e a terra treme, quando o Senhor clama em voz forte:
“– Pai, em tuas mãos encomendo o meu espírito (Lc 23, 46).
“E expira.
“Ama o sacrifício, que é fonte de vida interior. Ama a Cruz, que é altar do sacrifício. Ama a dor, até beberes, como Cristo, o cálice até às fezes”12.

Com Maria, nossa Mãe, ser-nos-á mais fácil consegui-lo, e por isso cantamos-lhe com o hino litúrgico: “Ó doce fonte de amor! Faz-me sentir a tua dor para que chore contigo. Faz-me chorar contigo e doer-me deveras das tuas penas enquanto vivo; porque desejo acompanhar o teu coração compassivo na cruz em que o vejo. Faz com que a cruz me enamore e que nela viva e habite...”13

(1) Hino Crux fidelis, Adoração da Cruz, Ofício da Sexta-feira da Semana Santa; (2) L. de la Palma, La Pasión del Señor, pág. 168-169; (3) Prov 31, 6-7; (4) Santo Agostinho, Coment. sobre o Salmo 21, 11, 8; (5) cfr. 1 Cor 1, 23; (6) Josemaría Escrivá, Via Sacra, XIª est., n. 1; (7) Lc 23, 43; (8) Gal 2, 20; (9) R. Guardini, O Senhor; (10) Jo 19, 26-27; (11) Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, 58; (12) Josemaría Escrivá, Via Sacra, XIIª est.; (13) hino Stabat Mater.

Hoje, procuremos nos manter em recolhimento e oração, sacrifício em meio as delícias do mundo que tanto nos seduzem. Que sejamos capazes de nos recolher, vigiar e orar por aquele que deramou até a última gota.

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